A inteligência emocional está se tornando cada vez mais uma ferramenta indispensável a todos os profissionais que vivem em um cenário cada vez mais globalizado e competitivo. Essas habilidades exigem que o profissional aprenda a controlar suas emoções, além de reconhecer a de outras pessoas. Ou seja, a inteligência emocional no trabalho ajuda a lidar com a pressão, com os conflitos nos relacionamentos e desafios das rotinas empresariais.
Pensando nisso, preparamos esse material com tudo o que você precisa saber sobre a inteligência emocional no trabalho, principalmente sobre sua importância para o profissional atual e do futuro. Boa leitura!
O que é inteligência emocional?

Em resumo, a inteligência emocional é a habilidade que temos de compreender profundamente e gerir as nossas emoções. Estudiosos como Gardner compreendem que a inteligência emocional é um termo utilizado para organizar e descrever todas as capacidades humanas. Além de ser uma capacidade que ajuda o profissional a resolver problemas ou criar produtos que são importante para a empresa.
Afinal, a vida dentro de uma organização é repleta de pressões, conflitos e dificuldades, e saber lidar com tudo isso de forma emocionalmente saudável é uma grande carta na manga de qualquer profissional.
Desenvolver essa habilidade é uma excelente maneira de melhorar não só a vida pessoal, como também profissional. Entenda a seguir quais são os elementos principais da inteligência emocional.
Elementos principais da inteligência emocional no trabalho
Alguns elementos são fundamentais para entender esse conceito tão amplo e benéfico. Confira os principais:
Autoconsciência e autoconhecimento
Esse é o conhecimento que adquirimos de nós mesmos, ou seja, conhecer nossas fraquezas, pontos fortes, valores e o impacto que isso tudo causa em outras pessoas.
Na prática, um gestor autoconsciente e emocionalmente inteligente consegue gerenciar e planejar melhor o seu tempo, assim, fazendo com que o projeto seja concluído com sucesso e no prazo correto. Além de influenciar e motivar pessoas a alcançarem esse mesmo objetivo.
Autogestão
Trata-se da capacidade de controlar os impulsos e os momentos de mau-humor. Ou pelo menos impedir que o mau-humor afete negativamente a produtividade, por exemplo. Uma pessoa capaz de fazer a autogestão não deixa que suas emoções o paralisem, e organiza seus pensamentos de forma positiva. O que é diferente de ignorar suas emoções, pois essa pessoa sabe que elas estão ali, mas ela consegue equilibrar e lidar com esses momentos da melhor forma possível.
Motivação
A paixão e o interesse pela função que executa, o otimismo e a energia para melhorar são as principais características de uma pessoa emocionalmente inteligente e motivada.
Empatia
Em resumo, a empatia é a compreensão do contexto emocional das outras pessoas. É se colocar no lugar do outro e não anular seus sentimentos, simplesmente porque você não os está sentindo. Na prática, a empatia auxiliar em processos como contratação, retenção e demissão de funcionários. Bem como, auxilia a desenvolver a sensibilidade necessária para unir pessoas com culturas distintas.
Competências sociais
Por fim, as competências sociais são construídas através do relacionamento com os outros. Assim, é possível caminhar na direção pretendida e desejada.
Importância da inteligência emocional no trabalho

Ela se tornou um elemento-chave nos departamentos de recursos humanos, que estão buscando profissionais com competências emocionais para integrar a equipe de funcionários.
Afinal, as nossas emoções, quando bem gerenciadas podem trazer grandes benefícios, tanto para os profissionais, quanto para as empresas.
Em contrapartida, enquanto as nossas emoções são esquecidas no local de trabalho, mais consequências negativas podemos ter. Então, se na vida a inteligência emocional pode fazer uma grande diferença, imagina no ambiente de trabalho? Essa competência ajuda o profissional a frear impulsos que podem vir a prejudicar o clima na organização, bem como a lidar com os conflitos do dia a dia.
Ou seja, a inteligência emocional no trabalho deve ser desenvolvida por inúmeros motivos. Que podem ser:
Melhorar os relacionamentos e o clima interno
Colaboradores emocionalmente inteligentes conseguem lidar melhor com os conflitos que surgem em qualquer relacionamento. Assim, evitando que os mesmos se tornem problemas ainda maiores para a equipe e para a empresa.
Como consequência, uma relação mais saudável contribui para um clima organizacional melhor, influenciando positiva e indiretamente a produção e a qualidade do trabalho.
A inteligência emocional não só melhora o clima interno, como também externo. Ou seja, facilita a comunicação com clientes e fornecedores.

Reduzir o estresse
A melhora nos relacionamentos nos leva a esse outro benefício da inteligência emocional no trabalho: a redução expressiva do estresse.
Isso acontece, pois, os conflitos são resolvidos com maior facilidade e eficiência. Além disso, o fato de uma pessoa saber lidar com seus sentimentos, também aprende a lidar com as pressões e dificuldades rotineiras. E isso tudo ajuda a reduzir os efeitos do estresse no ambiente de trabalho.
Aumentar a produtividade
Aquele que sabe lidar melhor com os conflitos na equipe e com as pressões, pode se tornar mais produtivo. Isso, pois, ao invés de ser influenciado negativamente pelo estresse e cobranças, ou deixar que os problemas pessoais interfiram em seu ambiente de trabalho, o profissional consegue se concentrar no que realmente importa no momento: seu trabalho.
Melhor tomada de decisões
Ter consciência sobre seus sentimentos e os das pessoas é uma forma de conseguir manter a calma, mesmo diante das situações mais complexas e adversas. Assim, ajudando o profissional a tomar melhores decisões, sem deixar que as emoções atrapalhem seu pensamento crítico.
Desenvolver líderes
Por último, essa competência e indispensável para quem está ocupando – ou pretende ocupar – um cargo de liderança. Afinal, é impossível ser um bom líder sem saber lidar com suas próprias emoções e com o relacionamento com seus funcionários.
Além disso, bons líderes ajudam a extrair o melhor da cada funcionário, facilitando o aumento nas taxas de retenção de talentos.
Com todos esses benefícios, deixar de investir no desenvolvimento da inteligência emocional é uma forma de ficar para trás, tanto para os profissionais quanto para as empresas.
Como desenvolver inteligência emocional no trabalho
A inteligência emocional é uma competência que pode ser desenvolvida por qualquer pessoa, desde que haja vontade e esforço. Separamos uma passo a passo simples e prático para te ajudar a desenvolver a inteligência emocional no trabalho. Confira:

1. exercite o autoconhecimento
Através do autoconhecimento é possível reconhecer quando um sentimento ocorre. Em contrapartida, a incapacidade de observar os sentimentos, deixa as pessoas sem controle e perdidas.
Sendo assim, exercitar o autoconhecimento é uma prática fundamental para lidar com as emoções. Comece analisando seu próprio comportamento e identifique os pontos que você tem mais dificuldade.
Quando você se sente alegre, motivado, triste ou frustrado? Fazer algumas perguntas para si mesmo é uma excelente forma de começar a exercitar o conhecimento de si.
Outro ponto importante é observar quais são suas reações frente a determinadas situações, e como elas afetam os outros. Bem como a sua reação afeta os outros.
Tomar essa consciência vai te fazer se sentir mais seguro para tomar tanto as decisões pessoais, quanto as profissionais.
2. Pratique o autocontrole
Em segundo lugar, agora que você conseguiu identificar onde estão suas fraquezas, é hora de controlar as suas emoções e impulsos nos momentos de decisões. Isso não quer dizer que você deve reprimi-los, mas é importante saber o momento certo para externaliza-los.
Essa aptidão se desenvolve a partir da autoconsciência e da automotivação. Ou seja, trata-se de saber adiar a satisfação e conter a impulsividade.
Uma forma de fazer isso é através do exercício físico, da meditação e se necessário, da psicoterapia.
As pessoas com capacidade de autocontrole tendem a ser mais produtivas e eficazes em qualquer atividade que exerçam.
3. Reconheça seus pontos fortes e aprenda a delegar
A inteligência emocional também envolve entender quais são seus pontos fortes e o que diferencia você como profissional. Assim, você perceberá quais as áreas da sua vida e da sua carreira terá que delegar as responsabilidades para não se sobrecarregar, e acabar tendo prejuízos emocionais e físicos.
Isso quer dizer que você não precisa abraçar o mundo. Pelo contrário, aprenda a dividir as tarefas com pessoas que possuem habilidades diferentes das suas, para que assim você possa aprender com elas também.
4. Tenha empatia
Em último lugar, colocar-se na posição do outro para entender o seu ponto de vista e emoções é fundamental para estabelecer relacionamentos saudáveis e para evitar grandes conflitos e ruídos de comunicação. Isso vale tanto para a sua vida pessoal quanto profissional.
Além disso, ter empatia também envolve a disposição para conhecer as pessoas, descartando pensamentos pré-concebidos sobre elas. Afinal, pessoas podem, sim, ter pensamentos e comportamentos diferentes, no entanto, é possível encontrar harmonia nessa interação.
Sem dúvidas, as emoções podem fornecer informações valiosas sobre uma pessoa, o ambiente e as situações. Ao utilizar as informações sobre as emoções, é possível alterar o comportamento e o raciocínio, de forma a reverter ou adaptar as situações.
E esse é um fato importante para o sucesso ou o insucesso de um profissional.
Conclusão
Em conclusão, a inteligência emocional faz com que consigamos compreender as nossas próprias necessidades e probabilidades de algumas coisas acontecerem. Como consequência, você adquire maior facilidade para avaliar soluções para problemas e conflitos no ambiente de trabalho.
E ainda, a inteligência emocional no trabalho facilita a compreensão das próprias emoções e das emoções dos outros, assim, conseguindo controlá-las e direcioná-las adequadamente.
Ao desenvolver inteligência emocional, você só tem a ganhar: pessoal e profissionalmente.
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